Instalação do BEL1 em Miramar
A área portuária de Miramar, em Belém (PA), está prestes a receber o BEL1, o primeiro data center focado em Inteligência Artificial da Amazônia. Este projeto, desenvolvido pela Elea Data Centers, gera preocupações significativas em relação aos impactos ambientais e sociais que a instalação pode causar na região, conhecida pela sua biodiversidade única.
Em julho de 2023, o Ministério Público do Estado do Pará abriu um inquérito civil investigando a legalidade da instalação e os efeitos que o empreendimento pode ter no município de Barcarena.
Levantamentos preliminares da 1ª Promotoria de Justiça apontam que datas centers em outras localidades enfrentaram críticas relacionadas a despesas ambientais e sociais exorbitantes.
Preocupações Ambientais e Sociais
Os principais pontos de preocupação incluem o aumento da temperatura local, com o potencial de formarem-se “ilhas de calor”, e o alto consumo de água para resfriamento. Além disso, a demanda crescente por energia pode comprometer a qualidade de vida das comunidades adjacentes.
Segundo a Elea Data Centers, a operação do BEL1 está programada para iniciar no segundo trimestre de 2027 com uma capacidade inicial de 7,5 megawatts (MW), podendo ser expandida para até 100 MW.
Consumo de Água e Energia
Um aspecto frequentemente associado à operação de grandes data centers é o consumo excessivo de água, especialmente por sistemas de refrigeração. Em regiões com escassez hídrica, essa situação pode gerar competição pelos recursos hídricos, impactando o abastecimento de água às populações locais e outras atividades econômicas.
Entretanto, a Elea informou que usará um sistema de refrigeração por expansão direta, que não requer água no processo. Outro assunto crucial é a demanda de energia. Especialistas ressaltam que a infraestrutura elétrica da região deve ser capaz de suportar essa carga alta e contínua, sem afetar a confiabilidade do sistema local.
Avaliação dos Impactos
A geração de calor também precisa ser considerada. A alteração da cobertura vegetal e o aumento da urbanização podem modificar o balanço térmico, potencialmente criando uma