Assistentes de IA Complicam Reservas de Restaurantes

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A crescente utilização de assistentes de IA

JC Bahr-de Stefano, um investidor de capital de risco em Nova York, buscou uma mesa no renomado 4 Charles Prime Rib, uma steakhouse altamente cobiçada no West Village. As reservas são agora feitas através de plataformas digitais, tendo as vagas esgotadas rapidamente.

Desesperado, ele decidiu recorrer ao assistente pessoal de IA, Instinct. “Eu apenas disse: ‘Quero que você faça isso.

Vá e faça'”, compartilhou Stefano. O assistente tentou, mas a busca não foi fácil. Nos momentos seguintes, ele pediu paciência e foi elogiado por suas tentativas persistentes.

Após algumas frustrações, Stefano tomou a iniciativa de tentar fazer a reserva manualmente, apenas para descobrir que sua conta na plataforma estava bloqueada.

O motivo? O assistente havia enviado milhares de notificações em busca de uma mesa, levando ao banimento de sua conta por uso de bot.

“Foi uma resposta totalmente justa”, ele admitiu, refletindo sobre sua experiência.

O fenômeno dos bots nas reservas

Assistentes pessoais de IA, como o Instinct, estão se tornando comuns e são projetados para executar uma variedade de tarefas, desde a busca de imóveis até agendamentos médicos. Recentemente, o Instinct arrecadou US$ 350 milhões, e a Meta lançou seu próprio assistente, o Muse, já baixado por milhões de usuários.

Entretanto, essa nova era de bots levanta questões sobre o futuro das experiências em restaurantes.

Com o aumento da automação, o acesso a reservas, especialmente em estabelecimentos populares, tornou-se mais difícil para clientes convencionais.

Restaurantes agora possuem poucos canais de comunicação, gerenciando tudo online.

Aplicativos com taxas pesadas e serviços não autorizados criaram um ambiente desigual, onde clientes de alto poder aquisitivo têm acesso privilegiado, enquanto as experiências dos demais são comprometidas. Roni Mazumdar, proprietário de restaurantes renomados, expressou sua preocupação, afirmando que esse sistema fica mais frustrante.

“Quando o sistema é manipulado, aqueles que realmente apreciam um lugar não conseguem ir”, ressaltou.

A resposta do setor

Ben Leventhal, cofundador de uma plataforma de reservas, enfatizou que a Resy agiu corretamente ao banir usuários que violam suas regras. No entanto, tal situação aponta para a necessidade de evolução no setor, que deve adaptar-se à nova realidade da automação.

A presença de assistentes de IA não é inteiramente negativa.

Jeremy Mustakas, diretor de operações de um famoso grupo de restaurantes, observou que, embora a tecnologia possa ajudar na eficiência, a interação humana continua essencial.

“Nem toda tarefa precisa ser otimizada”, afirmou Mustakas, sublinhando que a hospitalidade requer um toque humano que a IA ainda não consegue replicar.

Por fim, a visão de um futuro dominado por bots causa preocupações. “Se a competição for entre quem tem o melhor bot, isso parece uma distopia”, refletiu Stefano, chamando atenção para a necessidade de humanização nos serviços.

A discussão sobre automatização x experiência humana promete seguir em pauta no setor de restaurantes.

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